Atividade antioxidante de extratos de plantas amazônicas: Um estudo comparativo

Autores

  • Thiago Silva de Almeida Fiocruz/RO
  • Esdras Abimael Maia Mendonça Fundação Oswaldo Cruz
  • Nayara Nagila Neve Alves Universidade Federal de Rondônia
  • Larissa Victoria Oliveira Fundação Oswaldo Cruz
  • Joseph Albert Medeiros Evaristo
  • Fernando Berton Zanchi Fundação Oswaldo Cruz
  • Geisa Paulino Caprini Evaristo Fundação Oswaldo Cruz

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.071101

Palavras-chave:

Capirona macrophylla, Bertholletia excelsa, Copaifera sp..

Resumo

A região amazônica abriga uma das maiores biodiversidades vegetais do planeta, incluindo espécies com potencial bioativo ainda pouco explorado. Este estudo avaliou a atividade antioxidante pelo método do radical DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazil) de extratos de plantas amazônicas. Foram analisados o extrato metanólico da casca do caule de Bertholletia excelsa (castanha-da-Amazônia), o extrato aquoso das folhas de Capirona macrophylla (mulateiro) e o óleo-resina de Copaifera sp. (copaíba). O extrato de mulateiro também foi fracionado por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). As amostras foram avaliadas quanto à capacidade de inibição do radical DPPH, expressa em porcentagem de inibição e valores de IC50, com análise estatística por regressão linear e não linear. Todas as espécies apresentaram atividade antioxidante mensurável, sendo o mulateiro o mais potente (IC50 = 12,996 e 11,79 µg/mL), seguido da castanha-da-Amazônia (27,022 e 32,13 µg/mL) e da copaíba (82,71 e 33,61 *10³ µg/mL). O fracionamento do extrato de mulateiro revelou frações com desempenho igual ou superior ao extrato bruto. A comparação entre os modelos estatísticos demonstrou que, embora ambos sejam aplicáveis, a regressão não linear apresentou melhor ajuste aos dados, descrevendo com maior precisão o comportamento sigmoide característico das reações de inibição. Os resultados foram promissores, evidenciando o potencial das espécies e a viabilidade do método DPPH para diferentes tipos de amostras, com boa confiabilidade estatística. Espera-se que o detalhamento metodológico contribua para a reprodutibilidade dos ensaios e facilite estudos futuros semelhantes.

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Publicado

2026-08-14

Como Citar

Silva de Almeida, T., Mendonça, E. A. M., Alves, N. N. N., Oliveira , L. V., Evaristo, J. A. M., Zanchi, F. B., & Evaristo, G. P. C. (2026). Atividade antioxidante de extratos de plantas amazônicas: Um estudo comparativo . Scientia Plena, 22(7). https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.071101

Edição

Seção

Artigos