Irradiação do chá verde para controle de fungos Aspergillus sp.

Autores

  • S. G. Lemos DEN/UFPE
  • E. B. Silva DEN/UFPE
  • M. S. Nascimento Departamento de Antibióticos, Centro de Ciências Biológicas/ UFPE
  • I. S. Oliveira Centro Acadêmico de Vitória-CAV/UFPE,
  • L. F. Costa DEN/UFPE

Palavras-chave:

Camellia sinensis, irradiação de alimentos, seqüestro de radicais livres.

Resumo

O uso de insumos vegetais, entre eles o chá verde (Camelia sinensis) vem aumentando no Brasil. Com o crescimento do consumo, potencializam-se os riscos de contaminação devido à manipulação e armazenamento inadequados, o que implica a necessidade de meios que possam controlar estes fatores, como, por exemplo, uso da radiação ionizante. Neste contexto, o presente trabalho objetivou avaliar o efeito da radiação gama sobre a quantidade de fenólicos totais, atividade antioxidante e carga fúngica do extrato aquoso de chá verde, visando seu processamento. Foram analisadas alíquotas de amostra a granel antes e após a irradiação gama (doses: 0; 5; 7,5 e 10 kGy). O teor de fenólicos totais dos extratos aquosos foi determinado utilizando o reagente Folin-Ciocalteu tendo a catequina como padrão. Os mesmos extratos obtidos foram utilizados para avaliar sua capacidade de sequestrar o radical livre DPPH (1, 1-difenil-2-picrilhidrazil). As análises microbiológicas foram realizadas a partir das amostras irradiadas e controle. O processamento por radiação em diferentes doses (5; 7,5 e 10 kGy) não provocou perdas de compostos fenólicos nem reduziu a capacidade antioxidante dos extratos aquosos do chá verde em relação à amostra controle. Observou-se ainda, que a radiação pode ter provocado efeito catalisador na reação de oxidação do DPPH, e ainda se mostrou eficaz no controle microbiológico, mesmo não conseguindo eliminar os fungos aflatoxigênicos.

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Publicado

2013-08-27